23 jan Tecnologia é alternativa sustentável para o reaproveitamento de resíduos alimentares
Assinado contrato de propriedade intelectual de pesquisa em parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de Aveiro (UA), com a pesquisa intitulada “Processo de fabricação de compósitos poliméricos à base de conchas de moluscos funcionalizada com ácido graxo proveniente de resíduo de óleo vegetal para aplicação como pedra artificial”. Ao todo, três inventores trabalham no projeto – Thamyres Hellen da Silva (UFSC), Márcio Celso Fredel (UFSC) e Joana Queiroz de Mesquita Guimarães (UA).
Com a poluição ambiental que se agrava diariamente, é imprescindível que medidas sejam tomadas para evitar o colapso de diversas regiões do planeta e a escassez de matérias-primas. Pensando na sustentabilidade, a tecnologia visa o reaproveitamento de resíduos alimentares, como concha de ostras/moluscos e óleo vegetal – utilizado no processo de fritura – para preparar um material compósito na forma de pedra artificial.
Por meio desta tecnologia será possível oferecer ótimas propriedades físicas e mecânicas, agregando 50% em massa de resíduos na sua composição e criando, assim, uma alternativa viável para aplicação em bancadas como pedra artificial. Com uma baixa absorção de água – em torno de 1,5%, a tecnologia ainda possui uma resistência à flexão de aproximadamente 31 MPa, o que a torna superior à de pedras naturais que ficam na faixa de 7 a 20 MPa.
A imagem apresenta um diagrama de blocos que se concentra na produção das amostras. Todas as amostras foram avaliadas por meio de ensaios de resistência à flexão em três pontos, análise de porosidade e densidade aparente e absorção da água utilizando a norma ABNT 15845-2.
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